Ninguém conhece o mundo guardado em meus olhos, q toma o tamanho dos meus desejos e que se enfeita com a minha imaginação!!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.
ANA JÁCOMO
segunda-feira, 21 de março de 2011
Assim sou eu...
Sou estranha. Sinto demais. Penso demais. Questiono e analiso demais. Vejo coisas que talvez você não veja. Me importo com detalhes que para você, podem ser inúteis. Muitas vezes não consigo ver o todo: me detenho em sutilezas, em partes, monto quebra-cabeças a todo momento. Tudo é muito grave, palavras são marcadas em mim como ferro em brasa. Sou uma exagerada, quando feliz e quando triste. Provoco vendavais, tempestades em copos ainda vazios. Disfarço minha carência em autossuficiência. Tenho tanto medo de perder, que me abrigo em minha própria solidão, e é ela que tornar-se seu maior rival. Entendo o amor de uma forma tão complexa, que às vezes parece que não amo. Não sei responder perguntas com sim ou não. Não suporto nada pela metade. Tenho dificuldade com os meios-termos. Sempre irei te surpreender, de forma positiva ou negativa. Posso ser doce e agressiva, te encher de dúvidas e certezas, tudo em um mesmo dia. Não sou exposta, não estou pronta para ser lida. Sou uma caixa fechada, de linda embalagem e conteúdo desconhecido. Você não terá dúvidas quanto ao meu amor: terá dúvidas quanto ao que eu sou. Comigo, sempre haverá Perguntas. Páginas em branco. Histórias a serem escritas. Sem começo, nem fim. Porque o amor, para mim, não é assim, essa coisa tão banal. Tão fácil. Tão indolor. E lamento por isso.
TATI BERNARDI
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. A gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto... Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Esvaziando os armários da vida
Todos os anos, há um momento em que olhamos nossos armários com um olhar crítico.
Olhamos aquelas roupas que não usamos há tanto tempo.
Aquelas que tiramos do cabide de vez em quando, vestimos, olhamos no espelho, confirmamos mais uma vez que não gostamos e guardamos de volta no armário.
Aquele sapato que machuca os pés, mas insistimos em mantê-lo guardado.
Há ainda aquele terno caro, mas que o paletó não cai bem, ou o vestido "espetacular" ganho de presente de alguém que amamos, mas que não combina conosco e nunca usamos.
Às vezes tiramos alguma coisa e damos para alguém, mas a maior parte fica lá, guardada sabe-se lá porquê.
Um dia alguém me disse: tudo o que não lhe serve mais e você mantém guardado, só lhe traz energias negativas. Livre-se de tudo o que não usa e verá como lhe fará bem.
Você tem um guarda-roupa desses no interior da mente
Aproveite e tire de seu "armário" aquelas pessoas negativas, tóxicas, sem entusiasmo, que tentam lhe arrastar para o fundo dos seus próprios poços de tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento.
A insegurança dessas pessoas faz com que busquem outras para lhes fazer companhia, e lá vai você junto com elas.
Junte-se a pessoas entusiasmadas que o apóiem em seus sonhos e projetos pessoais e profissionais.
Não espere um momento certo, ou mesmo o final do ano, para fazer essa "faxina interior".
Comece agora e experimente aquele sentimento gostoso de liberdade.
Liberdade de não ter de guardar o que não lhe serve.
Liberdade de experimentar o desapego.
Liberdade de saber que mudou, mudou para melhor,
E que só usa as coisas que verdadeiramente lhe servem e fazem bem.
Autor desconhecido.
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